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RARÍSSIMAS – um filme já visto em Montalegre.

Categoria: Barroso Publicado em terça, 02 janeiro 2018, 18:21

No último artigo que escreveu no “Notícias de Barroso”, Manuel Ramos não poupa palavras na associação que faz ao badalado caso de alegada corrupção na IPSS RARÍSSIMAS com o que se vai passando por Montalegre.

Começa logo pelo título: “RARÍSSIMAS – um filme já visto em Montalegre”. Depois, acrescenta: “pois bem, isso de os dirigentes das IPSS, simulando serem umas “almas filantrópicas”, darem emprego aos seus familiares, de receberem ordenados muito generosos e de o poder político nacional ou local financiar já foi visto em Montalegre. Concretamente, foi visto há cerca de ano e meio com o caso Misericórdia de Montalegre, e que causou localmente o mesmo escândalo que a Raríssima tem causado a nível nacional”.

Mais à frente adianta que se lembraram “de oferecer ao presumido candidato intruso [Fernando Rodrigues] um “posto” que o satisfizesse. Como dentro de algum tempo iria haver eleições na Misericórdia, que é uma instituição rica, acenaram-lhe com o “filão” da Misericórdia. Ele aceitou, talvez porque soubesse que ali manteria, financeiramente e com menos trabalho, as mesmas regalias que mantinha na Câmara. Ah, e sempre podia arranjar lá um emprego para o filho, que estava precisar, e no posto que ele quisesse. Ah!, ainda mais. Ele já controlava a Cercimonte, onde pôs a nora como diretora, pelo que uma segunda IPSS vinha na continuação … ficava tudo em casa”. Diz ainda Manuel Ramos: “a primeira coisa que se fez foi manipular os resultados, pagando-se as quotas de irmãos socialistas para assegurar a vitória no dia das eleições. Segundo constou na altura, numa só tarde teriam sido pagas por uma só pessoa cerca de 50 quotas de irmãos afetos ao PS. Entre eles estava um familiar meu socialista. Neste ponto o caso é mais grave que do que o das Raríssimas”. Acrescenta: “o Provedor, mal entrou em funções, [arranjou] lá um emprego para o filho. Inventou-lhe um cargo que não existia: “Secretário-geral da santa casa da Misericórdia de Montalegre”: um posto pomposo unicamente para justificar um ordenado igualmente pomposo. Para uma pessoa com poucos estudos é obra!”. Refere ainda o colunista que, “causou pasmo” Fernando Rodrigues ter pedido “em assembleia geral a remuneração de 5 (cinco) ordenados mínimos, um valor astronómico, para um lugar a “part-time””, concluindo que “isso significa que o Provedor queria manter as mesmas regalias financeiras que já tivera na câmara, mas agora com menos trabalho; e ainda que era , não por filantropia, mas pelo lucro pessoa”. Refere ainda Manuel Ramos que também causou escândalo “o facto de o Provedor ter feito obras no seu gabinete, para uso pessoal, mas não para os utentes”, concluindo: “o concelho [de Montalegre] já viveu há ano e meio o seu caso de RARRÍSSIMAS (um caso “déjà viu” em Montalegre): regalias financeiras dos seus dirigentes, criação de emprego fictício para os familiares e conluio do poder político; e que o filantropismo ao 2velhinho” ou ao “deficiente” é mais uma oportunidade para os dirigentes “raparem o tacho” e passarem socialmente por serem “uns cristos” e uns filantropos”.