JoomlaTemplates.me by WebHostArt.com
imagem_aoutravoz_jpg.jpg

De novo, os debates.

Categoria: Uncategorised Publicado em quarta, 13 dezembro 2017, 20:12

Objetivamente, os candidatos à liderança do PPD/PSD não se entendem. Em essência, por via da infeliz ideia inicial de Pedro Santana Lopes, depois sucessivamente readaptada, embora mostrando sempre ser uma espécie de tudo em nada.

Objetivamente trata-se de um não problema, que por acaso até serve para enfraquecer o regime democrático que temos, uma vez que os debates não servem para esclarecer os telespectadores do real pensamento político de cada candidato, apenas fornecendo um real espetáculo minimizador do valor da democracia. Na menos má hipótese, serve para vender uma imagem meramente superficial de cada um dos candidatos. Uma explicação corretamente apontada, há muitos anos, por Aníbal Cavaco Silva, instado que vinha sendo por Jorge Sampaio, então na liderança do PS.

Infelizmente, a grande comunicação social televisiva mostra-se incapaz de defender o que seria o melhor serviço para os portugueses realmente interessados na vida pública, de molde a poder levar-lhes o pensamento político de cada um dos candidatos ora em jogo nesta disputa.

Claro está que, como pude já escrever, o PPD/PSD nada de diferente do caminho prosseguido por Pedro Passos Coelho tem para propor. Como sempre se pôde perceber, o PSD é um partido que percorreu a trajetória liberal desde a sua fundação, sendo hoje, inequivocamente, um partido da nossa Direita atual. Simplesmente, reconhecer isto tem um nome: suicídio político.

Infelizmente, a grande comunicação social televisiva, hoje completamente alinhada com a Direita, também não pressiona o PPD/PSD no sentido de oferecer aos espectadores interessados um bom serviço de informação político-partidária neste caso. Tudo se vai ficando pelo diz tu-direi eu.

Um dado é certo: esta campanha entre Rui Rio e Pedro Santana Lopes, destinada a escolher o novo presidente do PPD/PSD, está a ser a melhor estimativa, suscetível de ser fornecida aos espectadores interessados, sobre o estado terrível a que, no plano político, chegou o histórico PPD/PSD. Se Francisco Sá Carneiro estivesse ainda hoje na nossa companhia, sem se espantar com o rumo ideológico do partido, teria, com toda a certeza, de ficar boquiaberto com a forma com que as coisas do partido chegam à comunidade portuguesa interessada. Um descalabro!