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Mais duas intervenções de elevada coragem e verdade

Categoria: Uncategorised Publicado em quarta, 04 abril 2018, 00:06

Embora com raridade forte, sempre se têm feito escutar algumas vozes muito credenciadas na nossa grande comunicação social ao redor do já famigerado caso Skripal, criado ao mundo pelo Reino Unido, muito em especial por Theresa May. Depois da intervenção de Francisco Louçã no seu último TABU, foi possível ouvir também a do académico Filipe Vasconcelos Romão, convidado do 360, na RTP 3, num dia em que a entrevistadora era Maria Nobre – sábado passado. Uma intervenção muitíssimo verdadeira, igualmente corajosa e extremamente ponderada.

 

De um modo concomitante, surgiu na última edição do EXPRESSO o excecional artigo do nosso major-general (na reserva) Carlos Martins Branco, intitulado, O CASO SKRIPAL E AS DÚVIDAS QUE AINDA SUBSISTEM. Um artigo a não perder, dado que se trata de uma exposição cronológica e ampla, mas também plena de análise crítica em face do que foi posto a correr pela líder do Governo do Reino Unido e cujo real valor está já explicado, com elevada probabilidade de estar certo, pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov.

Qualquer destas três intervenções está ainda ao alcance dos portugueses interessados, desde que disponham de acesso à INTERNET, ou possam recuar na programação das suas televisões. Três intervenções de portugueses muito credenciados e tão independentes quanto se pode ser na vida em sociedade, sobretudo, neste tempo terrível que varre o mundo.

Está já hoje completamente clarificada esta historieta do traidor e duplo Sergei Skripal, mas com este dado extremamente importante: ele veio permitir, sobretudo olhando o ambiente reinante depois da chegada de Donald Trump ao poder, uma compreensão vasta do que se passou desde que a Alemanha se deitou a derrubar o antigo presidente da Ucrânia, eleito democraticamente, fazendo-o substituir por um Poroshenko sem real legitimidade. Um acontecimento que precipitou o caso da Crimeia, depois seguido dos acontecimentos de Donbas, mas por igual o caso do avião malaio que saíra de Amesterdão... E ainda tudo o resto que se tem vindo a ver, mormente ao redor das ditas primaveras árabes – não esquecer o que está a passar-se com Sarkozy –, mas também com as criminosas intervenções do Reino Unido e da França na Síria, que levaram ao que agora pode ver-se.

É interessante olhar, perante estes casos, o modo do tipo Maria-vai-com-as-outras com que os Estados europeus do Ocidente, à luz do perigoso conceito de aliado, aceitam como verdadeiro tudo o que possa ser assumido pelos Estados Unido ou pelo Reino Unido, mas também pelos restantes Estados da comunidade de língua inglesa, que se determinaram a estruturar o histórico e famigerado Sistema Echelon.

Em síntese, caro leitor: vivemos um tempo extremamente perigoso, já sem verdadeira democracia nos Estados onde esta dispôs de elevada qualidade e representatividade, pelo que deve cada um de nós estar atento ao que está a passar-se no mundo, porque os riscos de guerra nunca foram tão grandes como nos dias que passam. E guerra nuclear... Convém estar atento e raciocinar, complementando esta ação com a atenção que nos merecem os portugueses reconhecidamente independentes e desligados de interesses ou de capelinhas.