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Montalegre: Vereadores do PSD/CDS abandonam reunião da Câmara

Categoria: Uncategorised Publicado em segunda, 19 fevereiro 2018, 22:09

Os Vereadores do PSD/CDS divulgaram um comunicado onde afirma que “ abandonaram a sessão do executivo que se realizou, na tarde do dia 15 de Fevereiro”, acrescentando que:

“em quase todas as reuniões os vereadores são insultados pelo presidente do município, Orlando Alves, contudo nesta última reunião, ultrapassou todos os limites da decência, apelidando-os de “tinhosos, delatores, cobardes e vocês não prestam”. Insultos ditos e repetidos por Orlando Alves que, perante as suas teimosias em não aceitar o direito à diferença, usa e abusa do seu poder da forma mais vergonhosa que se pode imaginar.

Logo no período de Antes da Ordem do Dia, os vereadores apresentaram dois requerimentos a solicitar cópias de procedimentos concursais de duas obras realizadas por ajuste directo a meados de 2017. Tanto bastou para que logo, sem mais justificações, Orlando Alves os apelidasse de “tinhosos” e “delatores”, que tínhamos de aprender com ele a fazer oposição, etc. etc.

Depois foi na votação do Relatório do funcionário acusado de desviar dinheiros das contas da Câmara cujo despedimento, tal como preconizado no relatório, foi votado por voto secreto e por unanimidade, pretexto para despejar mais impropérios, impróprios de gente civilizada. Chamou “pidescos, cobardes, tinhosos, delatores e vocês não prestam, tenham vergonha”. Insultos estes várias vezes repetidos e que levaram os vereadores, Carvalho de Moura e Zé Moura Rodrigues, a abandonar a reunião em sinal de protesto.

Neste caso, Orlando Alves bem secundado pela vereadora Fátima Fernandes, acusou a oposição de transportar para o exterior informação que não devia sair da Câmara, referindo-se ao primeiro Relatório sobre a conduta do funcionário da autoria de Nuno Vaz, anterior Chefe do Departamento Administrativo da Câmara Municipal. Por sua vez, Fátima Fernandes aproveitou para acusar o vereador Carvalho de Moura de no jornal Notícias de Barroso ter falado de “caso tão sensível” e até  ter transcrito partes do dito Relatório, o que recebeu como resposta “a senhora não sabe o que está a dizer” porque, como comprovou com a apresentação do referido jornal, o NB nem sequer uma linha trazia sobre o caso em discussão. De seguida, disse a dita senhora que “há muito tinha perdido o respeito” ao ex-director do jornal em alusão às críticas que lhe teceu Bento Monteiro e que, segundo ela, CM, como director na altura, nunca devia ter dado aval a tais crónicas.

Recorde-se que Orlando Alves é reincidente neste tipo de conduta, pois que, em 2014, também numa reunião do executivo, insultou a vereadora Elsa Minhava, episódio na altura muito comentado pela opinião pública.

Perante factos tão gravosos, os vereadores da oposição despediram-se da reunião em sinal de protesto e vão intentar uma acção judicial contra o presidente da Câmara, Orlando Alves, por insultos repetidamente praticados e por abuso de poder.