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Autor

Filipa Dias

A caminho da Revolução de abril

Em setembro de 1968, após doença e manifesta incapacidade de Salazar, Marcelo Caetano assume a presidência do conselho. Inicia-se uma fase na vida do regime que pode considerar-se, dados alguns sinais emitidos e a conhecida posição do novo Presidente do Concelho face a Salazar, como correspondendo ao de uma possível liberalização. É um período que vai do outono de 1968 à realização das eleições legislativas em outubro de 1969. O regresso do exílio, quer do Bispo do Porto, quer de Mário Soares (novembro de 1968), entre outros factos, funcionam como sintomas de tal possível abertura ou liberalização. Tem então lugar a apresentação do “Manifesto à Nação” por parte da chamada oposição socialista, em finais de 1968. Ocorre um movimento grevista na Universidade de Lisboa em dezembro de 1968 e um outro, em abril de 1969, na Universidade de Coimbra. As eleições para a Assembleia Nacional (AN) realizam-se em 26 de outubro de 1969. Depois de em maio desse ano, em Aveiro, se ter realizado o II Congresso Republicano. A chamada “Ala Liberal” da NA então eleita, e os jovens tecnocratas do Governo, transformam-se no rosto liberalizante do Marcelismo.
A partir de 1970, começa a ser notório o impasse na evolução política do regime. A revisão constitucional de 1971 e a publicação da Lei de Imprensa, que não elimina a censura, são, entre outros, factos que confirmam essa abertura adiada. A este período pós 1970 corresponde a radicalização da luta oposicionista. Emergem grupos de ação política armada, como é o caso da LUAR, próxima da oposição socialista, da ARA, ligada ao PCP, e das Brigadas Revolucionárias. Em agosto de 1972, Américo Thomaz é reconduzido na Presidência da República. A 19 de abril de 1973, o Partido Socialista é fundado na RFA. Em Aveiro, de 4 a 8 de abril, tem lugar o III Congresso da Oposição Democrática. A 28 de outubro de 1973 realizam-se novas eleições para a NA. A “ala liberal” não sobrevive à cristalização do regime nos seus princípios autoritários.
Do verão de 1973 a abril de 1974, agravam-se as contradições na instituição militar. São disso sintomas a contestação à realização, a 1 de junho de 1973, do Congresso dos Combatentes, no Porto, bem como do DL n.º 373/73, de 13 de julho. Este diploma fará despoletar a contestação militar por parte dos oficiais do Quadro Permanente. Em fevereiro de 1974 é publicado o libro do General Spínola, Portugal e o Futuro. Fica demonstrado publicamente o conflito existente no seio do regime em torno da solução final para o problema ultramarino. É neste contexto que, nos dias 11 e 14 de março de 1974, a AN e os oficiais generais do exército manifestam o seu apoio à política ultramarina do Governo. A ausência nesta cerimónia dos generais Costa Gomes e António Spínola conduz ao seu afastamento dos cargos de Chefe e Vice-Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas. Antes do golpe militar de 25 de abril assistir-se-á, ainda, a uma remodelação governamental (15 de março) e a uma movimentação militar abortada (16 de março). Na madrugada deste dia o Regimento de Infantaria 5, sediado nas Caldas da Rainha, executou uma marcha frustrada sobre Lisboa. Tinha como objetivo depor o Governo e acabar com o regime.

Histórias da Breca.

António Dias Vieira apresenta este sábado, às 15 horas,  na sede da Associação Cultural e de Revitalização da Aldeia de Sezelhe, sua terra natal, o seu mais recente trabalho intitulado “Histórias da Breca (curtas e irreverentes)”.

Montalegre acolhe Mundial de Rallycross até 2022.

A Câmara Municipal de Montalegre (CMM) anunciou que já foi oficializada a renovação do contrato com a Federação do Automobilismo Internacional (FIA) para que a etapa Portuguesa do mundial de rallycros tenha lugar na pista automóvel de Montalegre até 2022.

Antecipando-se às exigências da FIA a Câmara Municipal de Montalegre já fez as obras necessárias para a realização da próxima prova que terá lugar entre os dias 21 e 23 de abril.

Orlando Alves, presidente da CMM avança que que os melhoramentos da pista vão custar cerca de quatro milhões de euros. ´De acordo com o autarca, vão ser investidos de “imediato, 150 000€, mas apresentamos à FIA uma maquete dos investimentos que o município está a preparar fazer na pista e que nos próximos cinco anos ultrapassarão os 3 ou 4 milhões de euros, para além daquilo que já foi feito”.

Nossa Senhora de Fátima, em Montalegre

Nossa senhora de FátimaMontalegre engalanou-se para receber a imagem de nossa senhora de Fátima.

Centenas e centenas de pessoas, de Meixide a Salto, sob a batuta dos responsáveis da Igreja local, concentraram-se para dar as boas vindas à Virgem Santíssima.

Com os rostos carregados de felicidade, muitos foram aqueles que não conseguiram suster as lágrimas no momento em que avistaram a imagem de nossa senhora.

Ninguém arredou pé, seguindo com alegria o padre de cada uma das paróquias.

De referir, que a última visita da imagem de nossa de Fátima aconteceu no ano de 1954.

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Volta a portugal em Bicicleta chegou hoje a Montalegre

Volta1A terceira etapa da 22.ª Volta a Portugal de Cadetes em bicicleta terminou hoje, por volta das 16 horas, na Serra do Larouco, em Montalegre, depois de ter percorrido os 148,8 Km que ligaram a Capital de Barroso a Castelo de Paiva.
Os noventa jovens ciclistas, das 12 equipas de diferentes nacionalidades, na categoria de Sub 23, terão de percorrer 585,7 Km, divididos em quaro etapas, tendo a primeira começado em Águeda, no dia 17, e a última a terminar na Maia, Cidade Europeia do Desporto 2014, no domingo, dia 20 de julho.
De salientar que a última etapa da prova tem partida marcada para as 12h 25m da Praça do Município, em Montalegre. De realçar que este ano a Volta tem como atrativo extra o facto de fazer parte do ranking Continental Sub 23 UCI. Das doze equipas em prova, seis são portuguesas, quatro Espanholas, uma veio da Rússia e a outra da Bélgica. De entre as Portugueses saliente-se a estreia da Seleção do Algarve, comandada pelo diretor desportivo Vidal Fitas.