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Autor

Manuel Martins

O pretenso Estado Soberano.

GréciaNum golpe de rins, e sem que nada o fizesse prever, o Primeiro-Ministro Grego, Alexis Tsipras, deu a volta aos eurocratas, solicitando que fosse o povo grego, através de referendo, que se pronunciasse sobre o rumo a seguir. É que, claramente, Tsipras não estava em condições de aceitar as exigências que lhe eram feitas porque, durante a campanha eleitoral que o tornou líder do governo Grego, sempre defendeu o contrário daquilo que a Comissão Europeia lhe queria impor.

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Ainda a despedida de Durão Barroso

Pedro Marques Lopes é mais uma daquelas chamadas figuras que, vá-se lá saber porquê, aparece diariamente na comunicação social a falar sobre a atualidade, qualquer que ela seja, desde o desporto à política. Eis o que disse, no Diário de Notícias, sobre a despedida de Durão Barroso aos eurodeputados: «Não admira que, depois de dez anos no cargo [Durão Barroso], apenas cento e cinquenta dos setecentos e cinquenta deputados tenham estado presentes no seu discurso de despedida».

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O drama dos Portugueses

BandeiraO maior drama dos Portugueses reside na incapacidade para vislumbrar uma saída convincente para sair da crise em que, há vários anos, nos encontramos mergulhados. Diante da política de terra queimada na área social imposta pelo atual governo, do desaparecimento de direitos que foram uma conquista de décadas, da diminuição brutal da qualidade de vida da generalidade dos cidadãos, da subversão do modelo de desenvolvimento que, apesar de imperfeito, nos levou a superar a condição de parente pobre e periférico de uma Europa outrora distante e sobranceira, parece-nos impossível encontrar uma alternativa. A tristeza, a incerteza e a descrença tomaram conta das nossas vidas, das nossas ruas, tornando-nos sonâmbulos sem autoestima, esperança ou uma ideia razoável de futuro.

Depois de “ter despedido, com justa causa” os seis anos de governação Sócrates, na lógica do menos mau, o País colocou Pedro Passos Coelho ao leme da nação. Farto deste, deu ao PS de António José Seguro a maior vitória autárquica de sempre (que os atuais apoiantes de António costa, identificaram como uma derrota dos socialistas) e uma vitória folgada nas recentes Europeias. E o que é que faz o PS? Em vez de se preparar para conquistar definitivamente os portugueses e fazer esquecer a responsabilidade dos últimos anos da sua governação, resolve entrar numa guerra interna fratricida, fazendo crer que o melhor para o País era fazer regressar ao governo a tralha de Sócrates e lançar, desde já, o próprio Sócrates para as eleições presidenciais. É de loucos!

Existem, é verdade, uns quantos portugueses que ainda apoiam a atividade errática e destrutiva da maioria PSD-CDS. Tal como existem muitos portugueses que ainda apoiam José Sócrates e os que o rodeiam. Não porque exprimam qualquer desígnio ou plano, mas porque se apresentam com o apoio da esmagadora comunicação social. Mas a verdade é que uma grande parte dos cidadãos tem memória.

Será que é já nas próximas eleições legislativas que vamos ter uma surpresa eleitoral?

Joaquim Barreto de cabeça perdida

BarretoA reunião da distrital do PS de Braga não poderia ter corrido pior. Com os nervos “à flor da pele”, os apoiantes de António Costa terão recorrido a todos os meios para desvirtuar o sentimento dos militantes socialistas do distrito. Primeiro, não terão respeitado as regras estatutárias da substituição dos militantes ausentes da reunião. Depois, ao introduzirem na ordem de trabalhos um ponto que não constava da agenda.

Em sinal de protesto, os apoiantes de António José Seguro abandonaram a reunião. Os presentes insistiram na votação, tendo aprovado por 43 votos a favor e 2 contra, a convocação de um congresso e de diretas para a liderança nacional do partido. De referir que a comissão Política Distrital do PS/Braga é constituída por 80 elementos.

Inqualificáveis, diremos mesmo, inadmissíveis, foram as atitudes tomadas por Joaquim Barreto, ex-Presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, dadas as suas responsabilidades públicas

Joaquim Barreto, atual líder da concelhia socialista de Cabeceira de Bastos e ex-líder distrital terá agredido um funcionário do Partido Socialista ao mesmo tempo em que o questionava “de forma exaltada” sobre várias coisas, desde o funcionamento da distrital à forma como são feitas as substituições nas reuniões. De cabeça perdida terá mesmo afirmado que seria despedido, tal como relatou o Jornal Público.

Militante desde os 18 anos, o funcionário, criticou o antigo presidente da Câmara de Cabeceiras de Basto de “andar a fazer pressões junto de outros presidentes de concelhia, de vereadores e de militantes, tentando influenciá-los”. “Na sequência destas acusações, Joaquim Barreto avançou para o confronto físico, tentando apertar-me o pescoço”, relatou o funcionário, Carlos Mendes, que se afastou do hall de entrada da federação para o gabinete administrativo.

Ainda segundo Carlos Mendes, o filho de Joaquim Barreto juntou-se à contenda e também o ameaçou, ao mesmo tempo que dava murros numa mesa.

Ao PÚBLICO, Carlos Mendes revelou que vai apresentar queixa na PSP contra Joaquim Barreto, por “tentativa de agressão e danos morais”. “Há certos limites que foram ultrapassados com a conivência de outras pessoas que assistiram ao incidente”, disse, revelando que, na altura, encontravam-se na federação sete pessoas que assistiram a tudo.

Preocupado com a crise que o partido atravessa, o presidente da distrital de Braga, Fernando Moniz, lamenta o tom em que a reunião decorreu e censura a “forma arrogante” como os apoiantes de António Costa forçaram a votação do requerimento, que – sublinha – não fazia parte da ordem de trabalhos. ”Participei sempre na política de uma forma genuína e desprendida. O PS que eu defendi não está bem e pode ficar preso de uma doença incurável”, afirma, apelando “aos responsáveis do PS para que saibam assumir as suas responsabilidades”.

Perplexos, ficaram os socialistas de Braga, em especial os de Cabeceiras de Basto (os restantes Portugueses não fazem a menor ideia quem é o senhor), ao verem Joaquim Barreto entrar em Ermesinde, local onde decorreu a última Comissão Política Nacional, ao lado de António Costa, numa demonstração clara de que este apoia os lamentáveis atos praticados por Joaquim Barreto. Recordamos que para além da eventual agressão física perpetuada por Joaquim Barreto, está a ameaça de despedimento, que a ser verdade é inaceitável ser tolerada por quem quer liderar o PS e Portugal.

Como referiu um popular, Mesquita Machado entregou a Câmara de Braga ao PSD/CDS. Agora, ele e o António Costa, querem manter a governação do País nas mãos do PSD/CDS.

As eleições europeias

Parlamento EuropeuA campanha para as eleições europeias está, infelizmente, a passar ao lado da maioria dos Portugueses. Com os bolsos vazios e a barriga a dar horas, a convicção dos Portugueses é a de que mais vale estar calado e ter acesso ao pequeno favor do poder instalado, do que protestar e ter direito a coisa nenhuma.
Bem pode João Ferreira, o jovem cabeça de lista da CDU, andar de norte a sul do País a incentivar os jovens ao voto de protesto, a lembrar-lhes que os capitães de abril, quando resolveram fazer a revolução do 25 de abril de 1974, eram muito jovens e que, em caso de fracasso, a morte era certa, que os nossos patrícios não mudam de agulha.
Em França e em Inglaterra as sondagens dão, cada vez mais, a vitória aos partidos extremistas da Frente Nacional, liderada por Marine Le Pen, e ao UKIP, de Nigel Farage, respetivamente.
Devemos ficar surpreendidos? Obviamente que não! Sem uma liderança europeia forte, a União Europeia transforma-se, a cada dia que passa, num dos maiores equívocos da história. Construída à sombra da ilusão, muitas vezes suportada pela mentira, é hoje um espaço onde reina a intolerância, que a cada momento pode rebentar.
Philippe Lagrain, ex-conselheiro económico de Durão Barroso, em entrevista ao Jornal Público, explica a crise das dívidas soberanas e as razões para que se tenha optado pelos resgates aos Estados em vez de outras soluções, a quem interessaram e porque é que falharam.
De forma clara e honesta, o ex-conselheiro de Barroso, acusa os governos e as instituições europeias de terem posto os interesses dos bancos à frente dos interesses dos cidadãos. E vai mais longe: afirma, e explica, que os resgates aos Estados foram resultado do lobby dos bancos alemães e franceses que estavam demasiado expostos à dívida pública daqueles países, necessitando, a todo o custo, de evitar qualquer reestruturação que lhes assacasse perdas.
É verdade! O resgate dos países periféricos não serviu para os salvar, pois, todos eles, estão hoje pior do que no início da crise, mas sim para salvar os bancos franceses e alemães da alhada em que se tinham metido, fruto da ganância e do lucro fácil. Por outras palavras, à custa dos contribuintes europeus, limparam a dívida pública do balanço dos seus bancos.
Fácil e sem custos. É claro que no meio de tudo isto, tiveram “de promover”, ou “aliciar”, alguém. Mas tudo sem grandes custos.
Os sistemas financeiros têm hoje um poder sobre as democracias que urge retificar, sob pena de ficarmos pior do que há cinquenta anos.
Tem a palavra o povo europeu, em especial o Português, nas próximas eleições europeias.