topo1.jpg

Autor

Manuel Martins

Igreja da Misericórdia - uma vergonha

CapelaQuando, pela primeira vez, ouvi dizer que a “ morgue” de Montalegre, a funcionar na Igreja da Misericórdia, depois das 17 horas, não deixava entrar nenhum morto, pensei tratar-se de uma brincadeira, com o objetivo de alimentar uma guerra antiga que, salvo erro, foi travada entre aqueles que detinham a chave da Igreja e a Santa Casa da Misericórdia de Montalegre. Penso mesmo que a questão terá sido travada em tribunal. Mas, confesso, essa história já ocorreu há alguns anos e, como tal, não tenho bem presente os factos. Ora, uma vez que os meus pensamentos, ao que parece, estariam errados, peço desculpa às partes que aqui recordo.
Mas, a verdade, é que a questão é tão falta de sentido, que custa mesmo a acreditar que seja verdade.
Vamos aos factos: no final do mês passado, os familiares de um Montalegrense, falecido em Braga, contactaram um dos responsáveis da Santa Casa da Misericórdia de Montalegre, por volta das 21h, para que o corpo do falecido pudesse ser colocado na “morgue” de Montalegre, a funcionar na Igreja da Misericórdia, tendo, o “responsável”, alegadamente, respondido que as regras estabelecida para o referido espaço diziam que só se pode abrir a porta entre as 9 e as 17 horas. Logo, dado o adiantado da hora, o corpo não poderia ser depositado na morgue, pelo que, os familiares, teriam de encontrar um outro espaço para depositar o defunto. Incrédulos, os familiares, já de si psicologicamente bastante abalados pelo falecimento do seu ente querido, ainda se viram confrontados com uma atitude, a todos os níveis inqualificável, de um “responsável” que não lhe abre as portas da dita “morgue”, obrigando-os a encontrar uma outra alternativa, que terá sido resolvida pelo Padre Vítor ao, prontamente, ter autorizado a que o corpo fosse depositado na Igreja do Castelo até às 9h da manhã seguinte, tendo, posteriormente, sido transladado para a Igreja da Misericórdia, a fim de lhe ser prestada a última homenagem por familiares e amigos.
Aqui chegados, verificamos que no entender de algumas almas que, vá lá saber-se porquê, fazem parte dos corpos gerentes da instituição que gere a Igreja da Misericórdia, só se pode morrer entre as 9 e as 17h. Ora, como o comum dos mortais sabe, não há hora para se morrer, razão pela qual a morgue não pode ter hora para receber os defuntos. Aquilo que o dito “responsável” da Santa Casa da Misericórdia de Montalegre fez ao pai do senhor João Gomes não tem desculpa. Deve, ele e a própria Santa Casa, apresentar públicas desculpas a todos os Montalegrenses e, em especial, aos familiares das vítimas. Mais, deve ser comunicada a toda a população, que o que se passou foi um lamentável erro de interpretação de um “responsável” que não estava nos seus melhores dias. Caso contrário, deve, com urgência, iniciar-se o processo de construção de uma morgue, que esteja ao serviço da população e não dependa do bom senso de pseudo responsáveis que, como verificamos, não existe.
O que se passou não pode ficar esquecido, exigindo-se respostas, ou soluções, de todos os responsáveis por estas matérias.

O 25 de abril de 1974

cravoComemoram-se hoje 40 anos da Revolução dos Cravos, levada a cabo pelo Movimento das Forças Armadas. Esta ação dos militares revolucionários, apoiada pela população Portuguesa, desde que foi conhecida, pôs fim à opressão colonial, devolvendo a Liberdade aos Portugueses.
A rapidez com que o Movimento dos Capitães transforma um protesto de natureza corporativa numa questão política global constitui a melhor prova de que a crise da sociedade portuguesa e os seus reflexos na instituição militar atingiam uma gravidade sem precedentes na história do Estado Novo.
A incapacidade do regime ditatorial para encontrar uma solução política para a guerra colonial é o fator determinante na mobilização dos jovens oficiais. O golpe militar das caldas da rainha, de 16 de março de 1974, apesar de neutralizado pelas forças governamentais, funcionou como “primeiro ensaio” para a operação de derrube do regime, que o movimento prepara cuidadosamente. O plano, concebido por Otelo Saraiva de Carvalho, envolve um considerável número de unidades militares de norte a sul do País.
Estabelecido o posto de comando das forças revoltosas no Regimento de Engenharia 1, da pontinha, e difundidas as canções E Depois do Adeus e Grândola, Vila Morena, que funcionavam como senha para o início da revolução, as unidades “rebeldes” procuram rapidamente apoderar-se dos pontos estratégicos da cidade de Lisboa, a saber: RTP, Rádio Clube Português, Emissora Nacional, Quartel-general da Região Militar de Lisboa, e Aeroporto da Portela. Num segundo momento, uma coluna da Escola prática de cavalaria, proveniente de Santarém e comandada pelo capitão Salgueiro Maia, isola a Praça do Comércio e corta o acesso ao Banco de Portugal, Rádio Marconi e aos Ministérios. A rápida atuação das unidades afetas ao movimento apanha as forças do regime completamente desprevenidas. As que tentam opor-se, desmoralizadas e desmotivadas, perante a determinação de Salgueiro Maia, passam para o lado dos revoltosos. Neutralizado o perigo no Terreiro do Paço, as forças de Salgueiro Maia dividem-se em dois grupos. O primeiro, constituído pelos militares aderentes das forças inicialmente fiéis ao regime (Lanceiros 2, Cavalaria 7 e Infantaria 1), vai ocupar posições junto ao Quartel-general da Legião Portuguesa. As forças da Escola Prática de Cavalaria deslocam-se para junto do Quartel da GNR, no Carmo, para obter a rendição de Marcelo Caetano que aí se tenha refugiado a conselho de Silva Pais, diretor da polícia política. Após algumas tentativas de negociações, o general Spínola, mandatado pelo MFA e aceite como interlocutor por Marcelo Caetano, entra no Quartel e obtém a rendição do Presidente do Conselho.
Com a revolução ganha, o general Spínola reúne-se com a Comissão Coordenadora do MFA para estudar a proclamação elaborada pelo Movimento, que, com algumas alterações, viria a ser lida por ele, em nome da Junta de Salvação Nacional, na madrugada do dia 26. Os últimos “bastiões” do regime a depor as armas foram a PIDE/DGS (única instituição governamental a causar 4 mortos e 45 feridos durante a revolução) e as prisões de Caxias e Peniche, de onde foram libertados todos os presos políticos.
O rápido e inequívoco sucesso da revolução do dia 25 de abril demonstra claramente a crise sem precedentes que o Estado Novo atravessava e a necessidade premente de mudar Portugal.

Fernando Campos acusado de Abuso de Poder

O ex-presidente da Câmara Municipal de Boticas foi acusado pelo Ministério Público (MP) num processo de abuso de poder e falsificação. Juntamente com Fernando Campos, o MP acusou um ex-vereador, que ao que se consta é o atual Presidente da Câmara. A acusação diz respeito ao facto de os arguidos "usaram os seus poderes para conceder apoio à infraestruturação de um edifício pertencente a uma cooperativa, ou seja, a autarquia realizou uma obra em propriedade privada. Curioso é o facto de Fernando Campos ter negado à agência lusa o conhecimento sobre o assunto quando, na página eletrónica da PGR, se lê que "os arguidos requereram todos a abertura de instrução, entretanto instaurada".

Taça de Portugal

Montalegre – Águeda

O Montalegre pode continuar a fazer história na taça de Portugal em Futebol.

Realizado sorteio, o Montalegre vai receber, no próximo dia 25 de novembro, o popular clube de Águeda.

 

Montalegre – Águeda

O Montalegre pode continuar a fazer história na taça de Portugal em Futebol.

Realizado sorteio, o Montalegre vai receber, no próximo dia 25 de novembro, o popular clube de Águeda.

Agrupamento de Escolas reage ao Planalto Barrosão.

O jornal Planalto Barrosão publicou um texto da autoria de A Carvalheira onde crítica, de forma violenta, o facto de o professor universitário Manuel Ramos ter participado nas comemorações do dia do Agrupamento de Escolas Dr. Bento da Cruz, pois entende que, tendo o docente acusado o Dr. Bento da Cruz de plágio, e ser conotado com a Direita, não deveria fazer parte do Programa.

A Diretora do Agrupamento, Graça Martins, através de uma nota informativa publicada na página eletrónica da Escola (www.aebentodacruz.pt), reage de forma enérgica, não permitindo o envolvimento da instituição a que preside em guerras às quais se diz totalmente alheia.

Em jeito de “bofetada com luva branca”, Graça Martins esclarece que, tanto o programa do dia do Agrupamento como os conferencistas convidados foram escolhidos em estreita colaboração com a família do Dr. Bento da Cruz, nomeadamente a esposa e o filho.