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Autor

Manuel Ramos

103 aldeias sem saneamento.

Entre as muitas funções específicas de uma câmara municipal, no que à satisfação das necessidades primárias das populações diz respeito, contam-se os saneamentos. Não vale a pena defender aqui, tão óbvio que é, a sua utilidade em termos de asseio, de higiene pessoal e comunitária e ainda de impacto positivo no meio ambiente, especialmente na qualidade da água dos aquíferos. No fim de contas, os saneamentos devem ter a mesma atenção que têm o fornecimento de água de qualidade, os arruamentos, a iluminação pública, a recolha e tratamento dos lixos, as escolas e sua proximidade, o planeamento e o cuidado urbanístico, o desenvolvimento sócio-económico em geral… Estas são algumas das principais e inadiáveis funções dos municípios em que não pode haver cedências nem dilações. Observando os concelhos limítrofes, notamos que os saneamentos das aldeias estão praticamente feitos, sendo Montalegre a única excepção.

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O Campo de Tiro é um "tiro no pé" da Câmara.

Era um fim-de-semana de muito sol, quando eu passava na Senhora das Neves entre Montalegre e Padornelos. Quis parar e visitar a ermida. Entrando através de um portão, deparo-me com um amplo espaço murado que tinha na sua parte central uma bela capela e ao lado um edifício civil, provavelmente da mesma época. Ainda que lhe faltasse o sino na torre sineira que encima o frontispício, não deixa de ser uma ermida muito bonita. Aparenta ser dos finais do séc. XVII, ou até anterior. Encostado a uma parede, jaz um sarcófago com vestígios de antropomorfismo. Aparenta ser do séc. IX, ou até anterior, quando existia naquele lugar uma necrópole.

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ACTA DA 3.ª REUNIÃO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL.

PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA

(30 DE JUNHO DE 2017)

Realizou-se no passado dia 30 de junho, às 9h, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Montalegre, a terceira reunião ordinária da Assembleia Municipal, presidida pelo presidente da assembleia, Dr. Fernando Rodrigues, tendo a seu lado, na mesa da reunião, os restantes membros: secretários e Presidente da Câmara, Prof. Orlando Alves.

Feita a chamada e de novo feita, passou-se para a aprovação da ata da reunião da 2.ª sessão. Foi aprovada com algumas abstenções por ausência.

Chegou o Período antes da Ordem do Dia que é o único que aqui importa. De facto, estando a Assembleia Municipal esvaziada de poderes e sendo tudo tão previsível e no habitual sucessivamente repetido de ano para ano, o período antes da ordem do dia é aquele que mais debate, picardia e criatividade costuma suscitar, além de ser o único em que a oposição pode gerir uma “agenda” pessoal.

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CMM: escandalosa falta de verdade.

Não é a melhor altura para falar de fumeiro. Com o calor que está, tão fastidioso é para mim escrever acerca de fumeiro, sobretudo de fumeiro mal produzido, como para o leitor ler o que escrevo. Eu sei que este artigo ou já deveria ter sido escrito, ou deveria esperar por tempo mais fresco, lá para o final do ano. No entanto, as coisas proporcionaram-se assim.

Também quero dizer que não sou contra a feira do fumeiro ou os produtores de fumeiro. Bem pelo contrário, sou entusiasta e acho que, em aldeias de montanha, haverá poucas atividades complementares a uma profissão ou complementares a outra(s) atividade(s) económica(s) que sejam melhores. Estou antes contra certas exigências da Associação de Fumeiro e a costumada propaganda ou falta de verdade da Câmara, como a seguir se prova.

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Vilarinho de Negrões: da foto bonita à realidade cruel.

Recentemente a Câmara de Montalegre deu destaque a um concurso nacional de nome “Maravilhas de Portugal - Aldeias”, que pretende premiar as sete mais bonitas de Portugal. Não é a primeira vez que um concurso deste tipo existe, nem o primeiro ao qual Montalegre concorre. Que eu saiba, as aldeias de Montalegre foram sempre excluídas no tempo do Estado Novo pela razão maior de não serem salubres e asseadas. Infelizmente a realidade pouco se alterou nos últimos 50 anos.

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