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PARA ALGUNS, A VIDA É UMA CHATICE.

Categoria: Opinioes Publicado em sábado, 16 dezembro 2017, 16:02

O título do presente texto constitui uma verdade absoluta, apenas com o acrescento de que os aqui referidos por alguns acabam mesmo por ser todos. A verdade é que o mundo conhecido não corresponde a um qualquer paraíso, seja isto o que for, nem se conhece nenhum outro que possa ser compreendido, afinal, como um paraíso.

Isto mesmo está presente na nossa atual vida político-partidária, desde que se olhe esta do lado da atual oposição da Direita – PPD/PSD e CDS/PP. Objetivamente, quase nada corre bem a este setor da nossa vida política.

Por um lado, lá se vai desenrolando a luta interna no PPD/PPSD, com vista a liderar o partido. O que não surge é uma explicação capaz do que pensam Rui Rio e Pedro Santana Lopes sobre o País, sobre a vida dos portugueses e sobre o que se determinam a apresentar como seus objetivos estratégicos. É difícil descer mais baixo em matéria de ideias políticas e da sua explanação pública.

Por outro lado, os êxitos financeiros, económicos e políticos do Governo de António Costa, naturalmente acompanhados das contribuições das bancadas do PS, do Bloco de Esquerda, do PCP e d’Os Verdes. Êxitos que agora se viram reconhecidos pela Fitch, o que se traduz por um importantíssimo salto quântico do País e, portanto, dos portugueses, tendo presente que o atual Governo entende que do primeiro êxito deverá, obrigatoriamente, derivar o segundo.

Depois, a recente eleição de Mário Centeno, pelos seus pares no EUROGRUPO, para a liderança desta estrutura. Ao ritmo de uma nota de cem euros por cada dito especialista das nossas televisões que sorria desta ideia, mesmo depois das considerações do anterior Ministro das Finanças da Alemanha, e eu bem poderia estar um ou dois meses a almoçar ou jantar fora de casa.

Por fim, as malfadadas sondagens, que valem, naturalmente, o que valem. Ainda assim, e já que existem, sempre é melhor que sejam boas que más. A verdade é que, já mesmo depois do caso RARÍSSIMAS, o PS lá vai por cima dos quarenta, com o PPD/PSD a continuar a baixar. Na cauda, o CDS/PP, se acaso não erro.

Estes dados destas sondagens mostram que os portugueses sabem muitíssimo bem o que lhes voltaria a chegar se a Direta de hoje – PPD/PSD e CDS/PP – voltasse a governar Portugal. A prova de que nada de bom daqui adviria está na cabal ausência de uma apresentação capaz das ideias de Pedro Santana Lopes e de Rui Rio. Mesmo sendo evidente que este recebe a maioria das simpatias dos portugueses, votem ou não nele, nenhum dá suficientes garantias de defender os interesses e os direitos naturais mais essenciais da grande maioria dos portugueses: Saúde, Segurança Social, Educação. E então agora, depois de ter surgido à tona de água a excelente estimativa dada pelo caso RARÌSSIMAS, depois de devidamente olhado e ponderado!

Simplesmente, estes resultados mostram também que as mudanças que se vêm vendo no comportamento político do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa não põem em causa a imagem do PS, do Bloco de Esquerda, do PCP nem d’Os Verdes. Uma coisa são beijinhos e selfies, outra ter de resolver problemas concretos, coisa que nenhum português alguma vez viu em Marcelo Rebelo de Sousa.

O que acabo de escrever mostra a razão de ser do título do presente texto: de facto, para muitos, a vida é uma chatice. Uma chatice que se torna um verdadeiro horror, se se persevera no caminho da asneira política, esquecendo a generalidade dos cidadãos, apenas olhando o lucro empresarial. É isso: a vida é uma chatice!