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UMA TREMENDA FALTA DE QUALIDADE JORNALÍSTICA.

Categoria: Opinioes Publicado em terça, 19 setembro 2017, 02:32

Malgrado tudo, foi com um espanto enorme que ontem acompanhei o debate entre os candidatos às eleições autárquicas de Loures. Uma verdadeira chicana, causada por uma má iniciativa de Judite de Sousa, também pela já conhecida intervenção televisiva de André Ventura, candidato do PSD e apoiado abertamente por Pedro Passos Coelho, e assim continuada e inapropriadamente consentido por Judite de Sousa.

 

O debate, deste modo, fruto da péssima condução de Judite de Sousa, transformoou-se numa autêntica chicana, onde só com extrema dificuldade se conseguiu tratar o que verdadeiramente interessa aos munícipes de Loures e a muitos portugueses interessados. Tendo assistido, depois, por via de gravação, ao debate que teve lugar na RTP 3 sobre a candidatura a Lisboa, pude comparar e ver como este se constituiu no antónimo do que se passou na TVI 24 com Judite de Sousa.

Talvez André Ventura nunca tenha defendido a pena de morte para Portugal – por enquanto, terá sido assim –, mas disse, num debate com o candidato do CDS/PP, que se lhe matassem a filha, mataria o assassino. Tratando-se, embora, de dizer coisas sem nexo, a verdade é que se o fizesse passaríamos a ter dois assassinos, para lá de não se recuperar a menina, desfazendo-se a família e ficando os restantes descendentes sem pai, se acaso existem. O problema é que tudo isto não passa de conversa. Uma conversa materializada em dislates, muito típicos, aliás, dos programas de gritaria sobre bola. Verdadeiros espetáculos a não perder. Uma só vez, obviamente.

E foi aqui que se operou o tremendo falhanço na condução do programa por parte de Judite de Sousa, até porque quem acompanhou o que se disse ficou como estava. Um dado é certo: ainda tive momentos em que, naturalmente, acabei por rir, tal era a balbúrdia a que, incontroladamente, Judite deixou que as coisas chegassem

Passada a balbúrdia, já a caminho d’A QUADRATURA DO CÍRCULO, ainda acompanhei a PROVA DOS NOVE, onde pude assistir ao desespero de Constança Cunha e Sá em defesa de Judite de Sousa, tentando justificar o injustificável. Duas situações que confirmaram, bem à saciedade, o nefando papel da grande comunicação social, que vai deitando mão de tudo o que possa concitar a atenção dos espectadores. Infelizmente, há muito bom português que embarca neste tipo de espetáculos. Uma tremenda falta de qualidade jornalística, suportada num espetáculo inenarrável.