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Vendilhões de sempre.

Categoria: Opinioes Publicado em quarta, 10 agosto 2016, 23:02

Sem nesga de espanto, foi como hoje mesmo escutei a notícia de que o espanhol PSOE se deverá estar a preparar para apoiar, abstendo-se, o Governo da Direita neoliberal de Mariano Rajoy, o único realmente tolerado por quem hoje manda na famigerada União Europeia: os alemães Schauble e Gabriel.

Entre os partidos da Esquerda de Espanha e o Partido Popular da Direita, o PSOE, na linha de sempre de Felipe Gonzalez, teria, ao fim de alguma teatralidade política, de se voltar para a Direita. Aliás, o PSOE, tal como o PASOK, o PSF – Manuel Valls chegou a propor retirar a palavra Socialista do nome do partido!! –, o PSI – não esquecer o seu desaparecimento com os trinta anos de prisão de Betino Craxi...–, ou os TRABALHISTAS de Blair, foram sempre os porteiros da entrada triunfal dos grandes interesses historicamente instalados na Direita. Um tema sobre que vale a pela ler a obra de Alberto Campinho, PEDRO II – O ÚLTIMO PAPA.

Felizmente para a clarificação do Sistema Político de Espanha, é muito provável que este apoio disfarçado do PSOE ao PP de Mariano Rajoy o venha a colocar à beira do seu fim histórico-político. Assim o PODEMOS saiba conduzir as coisas da política espanhola com a sagacidade que se impõe e que é até fácil de aplicar.

Um dado é agora mais certo que nunca: o PSOE é, indubitavelmente, um partido ligado à Direita espanhola e aos grandes interesses internacionais, e já desde a sua fundação. Pôr-lhe um fim é, pois, uma necessidade de higiene e clarificação política. Em Espanha, na famigerada União Europeia e, mais geralmente, no mundo adoentado a que se chegou.